Defeitos comuns da Amarok

A Volkswagen Amarok  é uma picape média que a marca alemã lançou no mercado internacional em 2010 e que de lá para cá, tem atuado fortemente nos mercados da América do Sul, Europa, Austrália e Norte da África.

Feita na Alemanha, Argentina e Argélia, ela conquistou seu espaço, mas será que tem muitos defeitos e problemas?

Sucessora espiritual da antiga Taro, uma equivalente da Hilux de 1989, a Amarok utiliza uma construção tradicional de chassi de longarinas e cabine de aço, que pode ser dupla ou simples. Mas, ela tem como características individuais, o uso de motor 2.0 TDI com potência entre 140 e 180 cavalos, além de tração permanente nas quatro rodas, sem opção clássica do 4×4.

Além disso, a Amarok é conhecida por sua condução mais próxima de um carro de passeio, apesar de sua proposta ser mesmo de uma picape média tradicional. O câmbio automático de oito marchas contribui para isso, assim como um bom acerto de suspensão. Recentemente, recebeu o motor V6 3.0 TDI de 225 cavalos, que a colocou como mais potente do segmento.

Mas, o que os donos reclamam? A correia dentada é a campeã de reclamações, já que quebra com frequência e até um kit aspirador foi desenvolvido pela VW para resolver a questão. Outro que gera reclamações é a cruzeta do cardã, assim como as fechaduras das portas, válvula EGR, sonda lambda, bicos injetores e a embreagem nas versões manuais.

Volkswagen Amarok – defeitos e problemas

EGR

A Volkswagen Amarok é uma picape que tem muitas reclamações registradas na internet. Com 18.766 unidades vendidas em 2018, o modelo tem alguns defeitos e problemas recorrentes, que deixam muitos dos proprietários arrependidos da compra e outros não recomendando o modelo.

A válvula EGR é uma das reclamações mais frequentes. Um relato fala de um defeito na válvula EGR aos 80.000 km, seguida de outra intercorrência aos 140.000 km e depois aos 171.000 km. A substituição ficou por R$ 3.000, nesse caso.

Outra Amarok, com 72.000 km, teve duas panes na EGR. O cliente buscou informação e, segundo o revendedor, o defeito teria sido numa solda em algumas unidades. Assim, o dispositivo acabava gerando perda de potência, elevação do consumo e vazão do fluído de refrigeração, provocando superaquecimento.

Mesmo na versão V6, existem relatos de reclamação de defeito na válvula EGR, como numa Amarok V6 com 27.000 km. O EGR é um sistema de recirculação de gases de escape, que aproveita alguns dos componentes que estão sendo expelidos pelo escapamento para envia-los novamente para admissão, reaproveitando-os em nova combustão.

Correia dentada

Maior problema da Amarok, considerado crônico pelo clientes, é a correia dentada. Entre os defeitos e problemas da picape da Volkswagen, este é o que mais dá dor de cabeça para os proprietários. Antes dos relatos, devemos entender o motivo pelo qual a correia dentada não dura o suficiente.

Mesmo com guarda-pó (capa da correia), existe a entrada de poeira e sujeira no compartimento e isso afeta diretamente a durabilidade da correia dentada. Os relatos de quebra ou de troca precoce são muitos. No manual, a indicação é que a troca é recomendada para 120.000 km.

Entretanto, as trocas estariam sendo feitas a partir dos 10.000 km, já de forma obrigatória, diante de trincas no material. Mas isto varia de acordo com o uso ou outras condições. Um dono relata que trocou a correia dentada entre 50 mil km. Uma revenda indicou a troca da correia na garantia com 20.000 km.

Mas, nem todos conseguiram trocar a correia antes do pior. Um proprietário disse que a mesma se rompeu aos 60.000 km, avariando válvulas e empenando o cabeçote. Outros relatados também falam de quebra, inclusive de duas picapes da mesma família.

Outros clientes reclamam que a garantia deveria ser de 5 anos, dada a quantidade de relatos e reclamações sobre a durabilidade da correia. No começo, a garantia da Amarok era de 2 anos. Entretanto, alguns clientes têm custeado as trocas de correia, mesmo na garantia.

Alguns revendedores cobram pelo serviço, pois a contaminação por poeira seria causada por uso severo, não sendo contemplada pela cobertura do fabricante. Um dos casos custou ao dono R$ 1.700. Outro relatou que sua Amarok com 90.000 km teve custo de R$ 1.900.

Um consultor técnico disse a um cliente que o problema é crônico, reforçando a tese de que a garantia deveria ser estendida nesse caso. Num dos relatos, um proprietário de Amarok aponta para uma solução. Sua troca da correia ocorreu antes de 50.000 km, mas no momento do serviço, a revenda aplicou a instalação do EDK para solucionar o problema.

Mas o que é o EDK? Trata-se de um kit que evita a entrada de poeira no compartimento da correia dentada, reduzindo assim seu desgaste prematuro. Ele consiste de ventilador, tubo de ar, filtro de ar, nova capa da correia, cabos com relês, entre outros. O dispositivo suga e comprimi o ar de dentro do guarda-pó, evitando que a poeira entre e assim filtrando-o.

No mercado, o kit custa em média R$ 1.500. Mas, nem todas as revendas adicionam este dispositivo, recomendando a troca ou inspeção preventiva a cada 10.000 km, conforme alguns relatos. Um caso teve três quebras de correia: 15.000, 30.000 e 62.000 km.

De acordo com um proprietário, o revendedor indicou a troca na primeira revisão de 10.000 km. Como é considerado uso severo, a garantia não trocou de graça. Num outro caso, o cliente teve que pagar R$ 2.617,33 pela substituição da correia aos 40.000 km. Revenda cobrou pelo serviço, mesmo com carro na garantia. Ou seja, para resolver o problema só com o chamado EDK ou então com trocas periódicas.

Outros defeitos e problemas

Mas não são somente a válvula EGR e a correia dentada que tiram do sério, proprietários da picape Amarok. A chamada cruzeta do eixo cardã ronca e obriga sua troca. Alguns relatos falam que o dispositivo de articulação do eixo que transmite a força saída da caixa de mudanças para o diferencial, acaba gerando muito ruído.

Na maioria dos relatos, a peça foi trocada na garantia, embora alguns tenham dito que o item custou R$ 500 fora da garantia. A quilometragem varia muito, sendo em média aos 60.000 km, nos casos relatados. Também outros reclamam de ruídos no diferencial e também na suspensão traseira.

Muita gente também reclama dos alertas dados no painel. Um relatados fala de falhas nos sensores dos freios ABS e dos controles de tração e estabilidade. A troca de sensor custou R$ 900 numa Amarok 2011 com 120.000 km.

A questão do combustível também é outro ponto que muitos reclamam. O motivo é que são frequentes os alertas do filtro de partículas do diesel, que em alguns casos, acendem em intervalos que começam aos 300 km. Alguns apontam custo extra na limpeza desse filtro de forma precoce.

Sensores de catalisador e da sonda lambda também são indicados com frequência em várias unidades da Amarok. Outros se queixam da troca de bicos injetores com problemas. Casos envolvendo o empenamento do cabeçote mesmo sem a quebra da correia (ou pelo menos não mencionaram o fato) também não são raros.

Nas versões manuais, a reclamação é sobre o acionamento da embreagem. Alguns dizem que o curso do pedal varia de forma involuntária. Em inspeção, a revenda geralmente indica a troca do acionador. Por fim, vários casos apontam para uma rápida baixa no nível de óleo do motor, obrigando a complemento entre as revisões.

Fora a parte mecânica, a Volkswagen Amarok tem poucas reclamações em relação a barulhos de acabamento ou defeitos de fabricação. Em geral, reclamam mais do aspecto simples e falta de alguns itens de conforto. Alguns também reclamam do sistema de tração permanente, que não tem reduzida como no sistema 4×4 tradicional. A tampa da caçamba com ruído aparece em alguns relatos também.

Mas, o problema não-mecânico mais recorrente é a quebra das fechaduras das portas, que individualmente os clientes apontam para um custo médio de R$ 280 para arrumar. Um cliente disse que teve três travas trocadas aos 55.000 km. Outro relato apontou custo de R$ 950 para o serviço.

Apesar das reclamações, que ainda envolvem a falta de força do motor EA189 2.0 TDI e do desempenho geral, muitos proprietários elogiam a economia da picape Volkswagen Amarok, relatando médias de 12 a 14 km/l na estrada e 8 a 10 km/l na cidade. Também falam bem do nível de ruído interno e do conforto ao rodar.

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